Inicial / Notícias SESI/SENAI / 8 motivos para apoiar o SESI e o SENAI
8 motivos para apoiar o SESI e o SENAI

8 motivos para apoiar o SESI e o SENAI

Caso o novo governo corte o orçamento do Sistema S, os mais prejudicados serão os jovens e os trabalhadores de todo o Brasil. SESI e SENAI oferecem educação de qualidade e promovem inovação, saúde e segurança no trabalho

Em discurso nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que pretende cortar entre 30% e 50% dos recursos do Sistema S.

As entidades que integram o Sistema S, como o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), são importantes aliadas do Brasil na promoção de educação básica e profissional, inovação, tecnologia, saúde e segurança no trabalho.

Será que o futuro ministro sabe a importância dessas instituições para o país? Será que ele tem noção do prejuízo que representaria um corte desse tamanho em entidades que têm utilizado, de maneira qualificada e transparente, os recursos destinados pelas empresas privadas para suas ações?

Preparamos uma lista para mostrar o impacto que o corte de 30% nos recursos do SESI e do SENAI representariam: 

  1. Corte de 1,1 milhão de vagas em cursos profissionais oferecidos pelo SENAI por ano

Desde 1942, o SENAI já qualificou mais de 73 milhões de brasileiros. São profissionais bem preparados para trabalhar na indústria, setor que tanto precisa de mão de obra especializada. Os cursos oferecidos pelo SENAI têm currículos alinhados às necessidades das empresas brasileiras. Assim, quem procura o SENAI para aperfeiçoamento ou requalificação, em 28 áreas de conhecimento como Elétrica, Mecânica, Alimentos ou Construção, se destaca no mercado.

  1. Fechamento de 162 escolas de formação profissional do SENAI no Brasil

A educação do SENAI é reconhecida internacionalmente – nas últimas edições da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo, o Brasil, representado em sua maioria por estudantes do SENAI, conquistou o 1º lugar (2015) e o 2º (2017). Além disso, a atuação do SENAI é reconhecida pela ONU.

  1. Corte de 498 mil vagas para alunos do ensino básico ou na educação de jovens e adultos do SESI

Em todo o Brasil, o SESI recebe, por ano, mais de 1,7 milhão de matrículas em educação básica e continuada e ações educativas, oferecendo qualificação de qualidade e cidadania para os brasileiros.

  1. Fechamento de 155 escolas do SESI no país

O ensino oferecido pelo SESI tem atestado de qualidade. Com foco em ciências, tecnologia, engenharia, matemática e artes, a abordagem das 505 escolas do SESI vem trazendo resultados positivos, como o bom desempenho em português e matemática dos alunos do 5º ano do ensino fundamental na Prova Brasil – as médias foram superiores a dos alunos da rede privada.

  1. Demissão de 18,4 mil trabalhadores do SESI e do SENAI (a maioria educadores) em todo o país

Os profissionais que trabalham no SESI e no SENAI oferecem serviços de saúde, educação, inovação e tecnologia para diferentes públicos. Crianças, adolescentes, trabalhadores e indústrias serão prejudicados sem a atuação desses trabalhadores.

  1. Cancelamento de atendimentos em saúde para 1, 2 milhão de pessoas

O SESI beneficia, por ano, mais de 4 milhões de trabalhadores com serviços de SST e promoção da saúde. São cerca de 770 mil consultas, 2,5 milhões de exames ocupacionais e 1 milhão de vacinas.

  1. SENAI pode fechar em alguns estados

Com o corte de recursos, o SENAI teria suas atividades seriamente comprometidas, podendo ser obrigado, inclusive, a encerrar suas ações em alguns estados. Seria o fim dos cursos de educação profissional e da atuação de determinados institutos de inovação e tecnologia, que tanto ajudam as empresas a se tornarem mais inovadoras e competitivas.

  1. SESI pode encerrar atividades em certas localidades

Todas as atividades do SESI seriam seriamente comprometidas, podendo até fechar as portas em algumas cidades. Sem recursos, quem seriam mais prejudicados seriam jovens e trabalhadores de todo o Brasil.

Da Agência CNI de Notícias

Sobre GCOM