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Alunos e instrutores do SENAI Amapá criam semáforo com sistema de reconhecimento para auxiliar na mobilidade de pessoas cegas

Alunos e instrutores do SENAI Amapá criam semáforo com sistema de reconhecimento para auxiliar na mobilidade de pessoas cegas

Santana – A população de Santana teve a oportunidade de conhecer uma iniciativa desenvolvida por alunos e instrutores da Unidade Santana do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Amapá, que tem como objetivo melhorar a mobilidade de pessoas cegas. O semáforo adaptado com sistema que reconhece a presença do indivíduo e emite sinal sonoro para liberar a travessia na rua foi testado pela primeira vez em uma via da cidade. Acompanhados por representantes de órgãos de trânsito, a equipe colocou o dispositivo em funcionamento .

Com o diferencial de não precisar ser acionado por botão, o mecanismo foi sincronizado a um semáforo instalado no cruzamento da Av. Adálvaro Cavalcante com a Rua Princesa Isabel. A proposta do aparelho é emitir uma voz programada para indicar que o sinal está aberto e que o trânsito está liberado.

O instrutor do SENAI, Heraldo Souza, foi quem orientou os alunos do curso de Eletricidade Industrial no processo de elaboração do semáforo. “Ao recebermos uma demanda dos deficientes visuais, nós, docentes do SENAI, juntamente com os alunos construímos um protótipo semafórico totalmente sensorial e programado. Nesse processo, conversamos com pessoas da comunidade cega e membros de instituições de trânsito para nos ajudar a desenvolver algo que realmente fosse benéfico para as pessoas”, completou o docente.

O estudante Christhofher Silva é um dos envolvidos na execução da atividade. Para ele, a demonstração efetiva no trânsito foi importante para mostrar ao grupo o que pode ser melhorado. “Por enquanto, o sinal sonoro está conectado ao semáforo, mas nosso intuito é torná-lo independente, ou seja, fazer com que ele dependa apenas do sensor de movimento já acoplado. Quando alguém chegar perto, o aparelho já vai reconhecer a presença do indivíduo que quer atravessar”, explicou o jovem.

Para o superintendente de Trânsito e Transportes de Santana, Josiney Alves, a iniciativa do SENAI é de extrema relevância para as pessoas que transitam no município. “O projeto permite não só a acessibilidade como também permite que o trânsito seja mais inclusivo, seguro, humanizado, e isso é o que desejamos. Como forma de valorizar o trabalho do SENAI, propomos que, por meio de convênio, sejam produzidos mais semáforos como esse”, destacou Josiney Alves.

Soneval Gomes é membro da Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá (ACAAP). Na avaliação dele, o semáforo vai beneficiar a sociedade porque auxilia na segurança. “O mecanismo traz uma série de benefícios, principalmente em relação à segurança e à independência das pessoas com deficiência. Em uma cidade toda adaptada, a deficiência praticamente desaparece, porque esse público não vai precisar tanto de auxílio de terceiros”, reforçou Soneval Gomes.

Circuito SIS

O projeto foi concebido dentro do Circuito SENAI, Indústria e Sociedade (SIS). Trata-se de uma oportunidade dos alunos e instrutores trabalharem mais perto da comunidade, por meio de criações inéditas elaboradas dentro das suas áreas do conhecimento. A equipe do SENAI Amapá é formada pelos docentes Émilin Côrte, Israel Borges, Luiz de Araújo, Heraldo Souza, Alexsandro Marques, além do intérprete Caio Pedrozo e pelos alunos da instituição, Taline Silva, Hemir Júnior, Christhofher Silva, Alessandra Albuquerque, Antonni Ricki, David Lima e Débora Rodrigues.

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